DiversosFacevício

FACEVÍCIO

Você luta pela relação face a face ou pela relação “face-a-face”(derivado da palavra facebook)?

Está surgindo um novo tipo de pessoa em nossa sociedade, aquelas em que a realidade virtual difere muito da vida que leva na realidade.

Infelizmente são poucas as pessoas que ainda lutam por relacionamentos sólidos e amizades verdadeiras.

Atualmente, pouquíssimas pessoas sabem usar a rede de maneira sábia.

Gostaria de parabenizar  todas as pessoas que fazem da rede um manancial de bênçãos, que usam-a com sabedoria e minimizam o seu uso do tempo para priorizar os relacionamentos reais.

Essas pessoas são minoria, mas creio que ainda existem!

Gente que não deixa de se relacionar com seus amigos verdadeiros, participar de uma roda de conversa, deixa o telefone na bolsa enquanto come uma pizza com os amigos,  e gostam de ler um bom livro…

O que temos constatado  é o oposto!

Gente que fica presa à tela facebookando uma grande parte do dia, e perde horas ‘se relacionando’ no face (basta somar todos os  minutos gastos ao longo do dia na rede).

Quanto mais amigos virtuais fazem, mas se distanciam dos amigos de carne e osso, e muitos ainda agonizam na solidão de seus quartos com muita gente adicionada no seu roll de amigos. Preferem viver da ficção e ignoram o abismo entre esforço entre cultivar uma amizade verdadeira X as ‘amizades da rede’.

O facebook pra mim, ainda não é necessário.

Depender de saber quantas curtidas minha publicação recebeu, não me deixaria mais motivada para viver.

Continuo vivendo perfeitamente feliz sem o face.

Meus relacionamentos mudaram sim,mas para melhor!

Amadureço a cada dia e vejo que estou cada dia mais distante da necessidade de ter uma conta na rede social!

Posso repetir o mesmo vestido em várias festas de públicos diferentes porque não posto minhas fotos. Não preciso dar satisfação como foi a última festa nem como estava o jantar do ultimo casamento… pois, apenas meus amigos bem íntimos compartilham comigo a minha agenda social.

Considero o face uma perda de tempo que atrasa qualquer vida…

Sou totalmente contra alguém que cria uma conta apenas PRESSÃO maioria, que sempre perguntam espantadas o motivo pelo qual não se tem o face.

O lema: “todo mundo tem eu também tenho que ter”, definitivamente não é o melhor.

As pessoas são livres para decidir o que querem.

Que bom viver numa sociedade livre!

EU gosto do verde, João do amarelo e Maria do azul!

E ninguém tem que ficar provando pra ninguém que a sua cor é melhor que a outra.

Eu justifico a minha ausência do facebook com o seguinte versiculo: Se o teu olho te faz pecar, arranca-o, pois é melhor entrar no reino de Deus sem um olho, do que não entrar. Tenho uma grande facilidade em administrar mal o meu tempo, e uma tendência carnal para bisbilhotar a vida alheia.

A meta de viver o tempo virtual menos que o real deveria ser um exercício diário da população.

É preciso haver menos pessoas que ‘fazem o rascunho’, mas nunca passam à limpo! Pessoas que vivem virtualmente, sem provar o sentimento intenso da realidade, e acabam valorizando mais o virtual do que o real.

Albert Eisntein já previa um mundo assim.

Jesus Cristo também, quando afirmou nas sagradas escrituras que o amor de muitos (não de todos) se esfriaria.

Sinceramente, eu vejo que estão surgindo novos vícios sociais.

Facevício, smartvício…

Infelizmente os engenheiros ainda não tem o projeto de pontes, que unem abismos de relacionamentos separados pelo distanciamento que o mundo virtual provoca.

Já existem clínicas de reabilitação no Hospital das Clínicas de SP para pessoas viciadas virtualmente.

Se o mundo virtual fosse tão benéfico e necessário, as estatísticas de pessoas deprimidas, ansiosas e solitárias, estariam abaixando e não se elevando cada dia mais.

De acordo com uma pesquisa feita em 2013 nos EUA, nunca a indústria farmacêutica produziu tanto ansiolítico como nesta década.

O que cura as feridas da alma e o que acalenta um coração carente?

Relacionamentos construídos juntos, com o calor humano, palavras, olhares, toques, beijos e abraços.

Facebook?

Ainda não, obrigada!

Continuarei uma “náufraga” de uma sociedade emergente

Ana Karina D’Ambrosio Paganini